sábado, 18 de janeiro de 2025

Desinformação Pandêmica

(Reprodução/Freepik)

Já faz algum tempo que me prometi não desperdiçar energia debatendo política nas redes sociais, e assim o tenho feito. E também por essa causa me prometi que voltaria a escrever em blog, tal qual eu fazia no começo dos anos dois mil.
O que se viu nesta semana foi uma epidemia de desinformação, pessoas compartilhando notícias falsas, parlamentares utilizando de gente alienada como massa de manipulação para obter interesses bem específicos. Confesso honestamente que as vezes a ignorância é uma benção. Não saber da realidade como ela é, não ter senso crítico,  não ser politizado me parece uma alternativa bem razoável para se estar em um país onde os ricos querem ficar cada vez mais ricos, se utilizando da precarização do conhecimento do povo. 
Desde muito pequeno, sempre fui uma criança inquieta, questionadora, que não se conformava com por exemplo, acreditar que o barulho do trovão na verdade era a ira do criador brigando conosco. Já adulto, optei por me tornar jornalista, o que redobrou a minha vontade de ler, conhecer, saber... Me irrita o fato de saber que no mesmo país em que as pessoas descobrem como jogar no 'tigrinho' sem nenhum tipo de Instrução para tal, não tem o mínimo de curiosidade em saber, ou pedir ajuda de quem sabe, para ter o básico de noção de como funciona o sistema tributário, quais são suas respectivas atualizações e novas regras.
É que as vezes me parece mais prazeroso se informar por meio do video distorcido, manipulado, alientante, desses que quem produz sabe muito bem a linguagem que está usando e o resultado que o mesmo trará. 
Fica cada dia mais impossível ter empatia com quem escolhe permanecer na burrice por escolha própria. Torço que a gente aprenda a não afundar nesse mar de lama, se é que é possivel.
Com preguiça,
// fernando =*

quarta-feira, 1 de janeiro de 2025

De volta às origens

(Reprodução/Freepik)

Escrita prazerosa é aquela que se faz sem obrigação, sem que as palavras sejam forçadas a escorrer pelas pontas dos dedos num compromisso enfadonho. Devo dizer que nos últimos anos tenho escrito cada vez menos. 
E quando digo escrever, me refiro ao fato de me expressar por meio delas (as palavras). Isso se dá pelo fato de que meu trabalho com marketing digital obrigatoriamente passa pelo campo da escrita. Initerruptamente, obrigatoriamente, sem intervalo, dia após dia.
A paixão por escrever vai cedendo ao cansaço mental e à falta de ideias no tempo de descanso. Quando surge uma tempestade de ideias, me falta tempo e vontade de escrever. Mas escrita também é compromisso, tipo a atividade física que a gente posterga mas que no final das contas sabe que precisa fazê-la. 
A escrita para além de hobby, sempre foi uma ferramenta de salvação pessoal. Quando ainda criança, escrever foi o mecanismo que encontrei para dissipar as angústias da alma. E assim segui pela adolescência e idade adulta.  Escrevendo, escrevendo, escrevendo...
Me comprometi a voltar escrever, numa dessas promessas de começo de ano que a gente lança aí como compromisso pessoal meio desajustado. Será o meu ponto de reencontro pessoal, mais uma das formas de expressão que por vezes nos é tragada pela impulsiva vontade de passar horas rolando o feed de qualquer uma dessas redes sociais que nos drenam o tempo e a mente.
Sobre o que vou escrever? Qual a periodicidade? Ainda pretendo descobrir. 
Que seja o início de uma linda e prazerosa viagem.
Com afeto,
// fernando =*