Pergunta sincera: quantas vezes você viu (presencialmente) ou com qual frequência você lê notícias de umbandistas e candomblecistas invadindo e depredando igreja evangélicas?
O combate à intolerância religiosa ainda é, infelizmente, um dos grandes desafios do Brasil.
E se eu te dizer que em 2025, o país registrou 4.424 violações à liberdade de crença ou de culto, um aumento de 14% em relação aos 3.853 de 2024?
As informações são do Painel de Dados da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC)
Mas esse efeito tem origem, responsáveis, explicação e nome: "Racismo Religioso". Ele é o fruto do desejo de hegemonia religiosa, praticado por grupos extremistas, presentes em algumas igrejas evangélicas neopentecostais.
Também é o resultado da herança colonial, em que os ataques contra as religiões de matriz africana (como candomblé e umbanda) não é apenas dogma, mas o ódio contra a cor da pele e a cultura dos praticantes.
Numa era em que igrejas e templos cristãos se tornaram 'cnpj' e pastores encontraram uma fonte de enriquecimento, a desinformação nas redes sociais amplifica os mitos sobre rituais de outras religiões.
Se você absolutamente nunca participou de nenhum tipo de festividade ou evento em uma templo de umbanda ou candomblé, mas ainda assim carrega preconceito ou desinformação sobre algo que não conhece, é hora de você rever conceitos.
